COLABORAÇÃO ENTRE INDÚSTRIA E VAREJO PRECISA SER EFETIVA!

A receita de vendas do varejo brasileiro caiu 6,1% em maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015, conforme o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Resultado ainda pior do que o visto em abril, quando a queda foi de 5,2% ano/ano.

Antes o cenário de recessão e restrição de crédito, o varejo passa a dar atenção à colaboração com a indústria, um ponto ressaltado por anos, mas nunca tão valorizado quanto atualmente. Isto porque a colaboração efetiva entre estes dois elos da cadeia gera visibilidade de informações fundamentais para a boa gestão do varejo e da indústria.

Muito se falou em colaboração indústria-varejo, mas pouco se efetivou de forma concreta. Agora, em meio à crise, as corporações – inclusive as grandes – percebem a importância de ter a visibilidade de venda, estoque e alertas diários de disponibilidade em gôndola para evitar perdas de vendas ao consumo, sanar problemas de entrega, monitorar estoques e acompanhar novos lançamentos para, por fim, conquistar o resultado essencial: a implementação efetiva de boas práticas de gestão na cadeia de abastecimento.

Se o consumidor está com o pé no freio dos investimentos, atrai-lo é um desafio grande, e quem quiser vencer neste cenário não pode falhar. Mas o que são falhas do varejo, exatamente? Por exemplo, deixar faltar produto: o que chamamos de “ruptura” pode levar o cliente a mudar de loja, gerando prejuízo.

Pesquisa que nós conduzimos em 2015 (leia na íntegra) indica que o índice de ruptura dos supermercados é de 13,6% dos itens, em um universo de 64 lojas analisadas no eixo Rio-São Paulo entre abril de 2015 e fevereiro de 2016. No mesmo período, de 3.230 consumidores foram entrevistados, 47,4% afirmaram que quando não encontram o que procuram, mudam de loja ou desistem da compra definitivamente.

Para evitar a falta de mercadorias, o varejo precisa prestar atenção a detalhes de estoque e loja, levando em conta aspectos como o mix de produtos, giro e agilidade logística. Para isso, a tecnologia é um auxiliar valioso. Sistemas que promovem a troca de dados entre varejo e indústria, compartilhando informações para geração de consolidados estratégicos que vão nortear decisões assertivas e melhorar a gestão, são aliados diretos do incremento das vendas.

É com base neste tipo de tecnologia que o varejista e o industriário perceberão onde aumentar e onde suprimir recursos, como melhorar o abastecimento e as chances de venda, como suprir o consumidor de forma a atrair seu interesse, investimento e fidelização.

O fator crise é inevitável e não tende a melhorar em breve: a própria CNC revisou de -4,2% para -4,5% sua previsão para o volume de vendas no varejo restrito (que não registra vendas de automóveis e matérias de construção) e de -8,3% para -8,8% a do varejo ampliado na segunda metade de 2016.

A solução é munir-se de indicadores e respostas diárias investindo em uma tecnologia comprovada para tornar as decisões mais assertivas. A colaboração efetiva entre varejo e indústria ocorre na operação e no monitoramento diário, garantindo assim a preservação das margens comerciais de ambas as partes em função da visibilidade espelhada dos indicadores de cada item em cada loja. Portanto, somente o detalhamento da operação propícia um diagnóstico real para que as partes tenham clareza de onde atuar, o que atacar e como solucionar, gerando a visibilidade necessária para enfrentar a recessão e o próprio cotidiano de vendas.

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